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RESULTADOS

Receita

A receita bruta atingiu R$ 2.554,8 milhões, o que representa evolução de 14,8% em relação às vendas registradas no ano anterior. Essa expansão se deu em razão do crescimento dos volumes expedidos e da melhora do mix comercializado; mais produtos revestidos e de acabamento. As exportações totalizaram US$ 68,7 milhões. Embora o valor nominal tenha se mantido estável, houve redução do volume exportado a partir do quarto trimestre, acompanhando a piora do cenário. Assim, a receita líquida totalizou R$ 1.913,6 milhões, seguindo o crescimento das vendas brutas.

Custo dos Produtos Vendidos (CPV)

O CPV aumentou 24,5% no ano, para R$ 1.144,1 milhões, como resultado do incremento verificado principalmente em dois insumos de produção da Divisão Madeira: energia elétrica e resinas. Como resultado, o lucro bruto totalizou R$ 769,5 milhões, correspondente a uma expansão de 2,3% em relação a 2007. A margem bruta de 40,2%, no entanto, reflete essa pressão de custo, uma vez que a participação desses insumos sobre o custo industrial total da divisão chega a aproximadamente 30%.

EBITDA (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização)

A geração operacional de caixa, medida pelo conceito EBITDA, somou R$ 559,4 milhões, ligeiramente superior à de 2007 e equivalente a uma margem EBITDA de 29,2%. Os aumentos dos custos, por consequência, também afetaram o resultado operacional apresentado.

Lucro líquido

O lucro líquido ajustado, conforme previsto pela Lei ° 11.638, de dezembro de 2007, foi de R$ 313,8 milhões, correspondendo a um Retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE) de 19% e a um lucro por ação de R$ 2,42. Sem o referido ajuste, o lucro líquido foi de R$ 333,9 milhões, equivalente a R$ 2,57 por ação, representando um ROE de 20%, superior ao lucro líquido de R$ 318,8 milhões apurado em 2007.

Geração e distribuição de riqueza (EC1)

O valor adicionado, representado pela diferença entre as receitas obtidas, de
R$ 2.604,5 milhões, e os custos relacionados à aquisição de matérias-primas, serviços, depreciação, amortização, outros resultados operacionais e valor adicionado recebido em transferência (receitas financeiras), de R$ 1.318,9 milhões, totalizou R$ 1.285,6 milhões em 2008, valor 13,1% superior ao contabilizado no ano anterior. Desse montante, R$ 447,2 milhões, equivalentes a 17,2% das receitas obtidas e a 34,8% do valor adicionado total, foram destinados aos governos federal, estadual e municipal, na forma de impostos e contribuições.
Demonstração simplificada do valor adicionado consolidado (EC1)
(em R$ milhões)
  2004 2005 2006 2007 2008
Valor adicionado a distribuir 761,1 865,4 1.001,5 1.136,6 1.285,6
Remuneração do trabalho 218,0 240,3 261,1 287,7 351,6
Remuneração do governo 326,1 361,6 415,0 467,4 447,2
Remuneração dos acionistas 58,1 46,4 76,9 154,2 109,6
Remuneração de financiamentos 91,1 126,0 99,4 62,2 172,5
Transferência para reserva 67,8 91,1 149,1 165,0 204,7






O nível de endividamento reflete aquisições e maiores investimentos industriais e florestais, sendo considerado adequado para o momento, com relação de 0,89 vez o EBITDA da Companhia. A parcela atrelada à moeda estrangeira é totalmente protegida por operações de hedge tradicionais.

Endividamento

Os investimentos industriais e florestais na unidade de Agudos, somados às aquisições das três fábricas de louças sanitárias da Ideal Standard e Cerâmica Monte Carlo, elevaram o nível de endividamento da companhia para R$ 1.084,4 milhões, sendo a dívida líquida equivalente a R$ 486,3 milhões, ante um caixa líquido de R$ 81,9 milhões ao final de 2007. Em relação ao Patrimônio Líquido, a dívida líquida representava ao final de 2008 cerca de 0,29 vez, e em relação ao EBITDA, 0,87 vez. O endividamento bruto ao final de 2008 era de R$ 1.084,4 milhões, sendo 52,8% em moeda estrangeira, totalmente protegido por instrumentos tradicionais de hedge.