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MANEJO FLORESTAL SUSTENTÁVEL (GRI EN14)

Para que a produção de madeira ocorra de forma cada vez mais sustentável, a Duratex apoia estudos realizados em parceria com universidades e instituições de pesquisa, em projetos que monitoram a vida silvestre nas áreas florestais da Empresa, tendo como prioridade preservar a biodiversidade local.

A Duratex procura conquistar produtividade acima da média dos concorrentes, com base em preservação ambiental e no desenvolvimento constante de novas técnicas de manejo florestal.

Na prática de cultivo mínimo, o plantio é feito sobre os resíduos de plantações anteriores, com baixo revolvimento do solo. Dessa forma, a manta orgânica contribui com a conservação do solo e dos nutrientes. Desde 2006, a Duratex também faz a operação de plantio com um polímero absorvente que, em contato com a água, a retém, transformando-se em gel. A capacidade de retenção de cada grama de polímero é de até 200 ml de água, o que reduz as perdas no plantio e contribui para a economia e o uso racional do recurso hídrico, preservando mananciais e bacias hidrográficas, uma vez que há redução no número de irrigações.
O uso de adubos e agrotóxicos é definido com base em análises específicas para cada tipo de solo, mesclado com informações sobre época do ano e seleção de material genético. O constante monitoramento das florestas por técnicos em nutrição e proteção florestal possibilita o diagnóstico e ações eficientes.

O Manejo Integrado de Pragas é realizado de forma mais amigável do ponto de vista ambiental, com a seleção de material genético que privilegia as mudas mais resistentes e a conservação de matas nativas no entorno das plantações, que ajudam no controle biológico das pragas. Quando o uso de agrotóxicos é inevitável, são escolhidos produtos de menor toxicidade, de acordo com as normas de segurança ambiental e de proteção humana.

Com o objetivo de reduzir o uso de químicos (herbicidas) nas operações florestais, a equipe técnica da Área de Mecanização e Treinamento - Duratex Área Florestal desenvolveu o projeto "Aplicação de Herbicida no Corte Mecanizado". Os testes avaliaram a eficácia da aplicação de herbicida, por meio das máquinas de colheita, no controle da rebrota do eucalipto. O método demonstra ser uma importante alternativa econômica e ambiental, uma vez que há redução no uso de químicos, e de água, otimização da mão de obra e menor exposição de funcionários ao herbicida.

A partir de 2007, todas as mudas plantadas passaram a ser clonais, o que garante maior proteção contra pragas e doenças e melhor aproveitamento hídrico, já que os clones são selecionados de forma a tolerar melhor a falta de água. Também propicia expansão do rendimento industrial para seleção de espécies, com maior densidade de madeira por metro cúbico.

A Companhia investe em outros dois projetos acadêmicos em parceria com a Unesp, visando ao melhoramento genético no setor florestal. Um deles estuda o monitoramento, controle biológico e teste de clones contra o inseto psilídeo-de-concha, umas das pragas que afeta a produtividade do cultivo de eucalipto. O outro projeto avalia perdas, padrão de epidemia e tolerância de clones de Eucalyptus sp à Puccinia psidii, agente causador da “ferrugem do eucalipto”. Ambas as iniciativas buscam a produção de madeira de boa qualidade a custos reduzidos, além de menor impacto ambiental.

A Duratex participa ainda do Projeto Genoma do Eucalipto, que teve início em 2002, em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e outras três empresas do setor de papel e celulose. Entre os principais objetivos estão obtenção de variedades de clones mais produtivos e resistentes às principais doenças que afetam o cultivo.

Monitoramento inovador

Uma pesquisa inédita para estudar todos os ciclos do carbono, água e nutrientes, durante uma rotação inteira (seis anos) de uma floresta de eucalipto foi iniciada em 2008 em uma das fazendas da Duratex. O estudo inclui uma torre central, equipada com uma série de sensores para coletar dados como temperatura, umidade, concentração de CO2, velocidade e direção do vento, além de sensores espalhados por todo o solo da propriedade, capazes de captar, de forma contínua, a umidade e os teores de nutrientes disponíveis para a floresta. As árvores também são monitoradas, por meio de aparelhos que avaliam a fotossíntese realizada e o fluxo de seiva nos troncos.

Dentre outras questões, os pesquisadores desejam ampliar a compreensão das relações das plantações florestais com o meio ambiente e querem esclarecer algumas questões como: Florestas de alta produtividade são sustentáveis? O suprimento de água pelo sistema é afetado? Como é o sequestro de carbono na biomassa e no solo?

A torre irá monitorar a atual floresta até meados de 2009, quando as árvores serão cortadas, e a área reformada com material genético clonal. Após a reforma, os estudos continuam por mais seis anos, quando se completará uma rotação inteira do cultivo.

O projeto conta com a participação de mais dez empresas florestais nacionais, sob a coordenação do Centro Francês de Pesquisa Agrícola (Cirad), do Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais (Ipef), da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP) e da Universidade de São Paulo (USP). (GRI EN14 , EN18)