Institucional /
Responsabilidade
Social e Ambiental
/ Sustentabilidade
A Duratex encara a gestão ambiental como parte de seu programa de qualidade e, desse modo, realiza investimentos visando, sempre, a melhoria das condições de produção em paralelo com alto grau de sustentabilidade ambiental. Além de preservar suas próprias áreas ambientais, a Companhia promove continuamente programas de conscientização dos públicos externos e internos sobre as necessidades de conservação do meio ambiente.
De uma forma geral, os investimentos na área ambiental, resumem-se em certificações e re-certificações de áreas florestais, aquisições de filtros e equipamentos de controle de emissões atmosféricas, construções de Estação de Tratamento de Efluentes e Áreas de Recuperação de Materiais e recursos para a destinação de resíduos gerados nos processos produtivos.
A Duratex possui aproximadamente 110 mil hectares de terras e florestas próprias. Esse maciço florestal é administrado de forma sustentável e ambientalmente correto. Duas certificações respaldam tal afirmação, sendo uma a ISO 14.001 e outra a certificação FSC (Forest Stewardship Council). A primeira atesta a existência de um Sistema de Gestão Ambiental, implantado nas fazendas da Unidade de Botucatu/SP e no Viveiro de Mudas de Lençóis Paulista/SP, que atende aos requisitos da Norma NBR ISO 14.001. A segunda certificação, FSC, cobre 87% das florestas da Empresa e atesta que nelas se adotam práticas ambientalmente corretas, socialmente justas e economicamente viáveis.
Em 1995, a Duratex foi primeira empresa da América Latina a conquistar a certificação FSC, o que comprova o seu comprometimento com as questões ambientais e com a conservação dos recursos naturais.
O domínio de técnicas de clonagem de mudas e o envolvimento da Empresa no Projeto genoma do Eucalipto espelham sua preocupação em ganhar eficiência florestal de forma a reduzir o impacto de sua atividade no meio ambiente.
O manejo florestal da Duratex baseia-se em práticas que visam aumentar a produtividade de suas florestal e conservar o meio ambiente, com destaque para as seguintes práticas:
Cultivo Mínimo
O cultivo mínimo é a prática de manejo florestal em que os novos plantios são realizados sobre os resíduos das florestas anteriores e com baixo revolvimento da terra, o que protege o solo com restos orgânicos da própria floresta.
Programa de Adubação do Solo
A Duratex emprega o programa de adubagem localizada que assegura a aplicação de adubo diretamente nas mudas e árvores, reduzindo assim sua dispersão aleatória no solo. Além disso, esse programa envolve a escolha das formulações e dos métodos de aplicação dos fertilizantes, conservando a fertilidade do solo.
Controle de Pragas
A Duratex emprega em suas florestas métodos de controle de pragas necessários para garantir a produtividade das plantações e a conservação ambiental. O controle biológico envolve a criação e introdução de inimigos naturais contra as pragas que podem afetar as espécies florestais cultivadas. O melhoramento genético também contribui para o aprimoramento do controle biológico, na medida em que identifica e seleciona para o plantio as árvores mais resistentes.
Controle de Incêndios
A Empresa possui sistemas de prevenção e combate aos incêndios florestais que estão voltados para a proteção das árvores cultivadas, de máquinas e instalações e das áreas de conservação de flora e fauna. A experiência reunida no controle de incêndios é aplicada no combate de incêndios nas comunidades vizinhas, em atendimento ao chamado das autoridades locais.
Biodiversidade Reserva Natural Olavo Egydio Setúbal – RPPN Estadual
Entre as várias ações ambientais da gestão da Duratex, está a conservação de uma área de mata nativa com 615,50 ha, denominada Reserva Natural Olavo Egydio Setúbal.
A proteção dessa área, localizada na unidade Florestal de Lençóis Paulista, foi determinada pelos empresários Olavo Egydio Setúbal e Eudoro Villela, na ocasião da compra da fazenda Rio Claro em 1970.
A reserva é formada por Floresta Estacional Semidecidua, onde parte de suas árvores derruba naturalmente suas folhas, na época mais seca do ano. Locais que lembram um pequeno pantanal também podem ser encontrados nos trechos alagados pelas cheias do rio Claro.
Desde 1974, foram realizadas inúmeras pesquisas com a biodiversidade local em parceria com universidades e instituições.
Próximo à área foi construída uma área de recepção com dependências de apoio para visitas técnicas e pesquisadores que estejam desenvolvendo projetos na área.
Em abril de 2008, a Reserva Natural Olavo Egydio Setúbal foi homologada pelo Governo Estadual como Reserva Particular do Patrimônio Natural – RPPN Estadual (Resolução SMA 29/2008).
A área é classificada como uma das mais ricas reservas de floresta nativa do interior do Estado de São Paulo por abrigar espécies de alto valor para a conservação da biodiversidade.
As áreas industriais adotam um Sistema de Gestão Ambiental, desenvolvido internamente, que permite o acompanhamento do desempenho de cada unidade no tratamento de efluentes e na correta destinação de resíduos sólidos, além de ações voltadas para a redução de emissões atmosféricas.
O tratamento de efluentes evoluiu na Empresa. A partir de 2004, as Estações de Tratamento de Efluentes (ETE´s) passaram a receber investimentos adicionais, permitindo evoluí-las para o conceito de Áreas de Recuperação de Materiais (ARM´s). Assim, os efluentes anteriormente tratados e retornados ao sistema público, passaram a ser reaproveitados nos processos produtivos e para a manutenção das plantas.
Resíduos sólidos recebem especial atenção, pois alguns podem ser re-processados e re-utilizados nos próprios processos, gerando ganhos operacionais através da redução do consumo de matéria-prima. Outros materiais podem ser utilizados por terceiros, gerando ganhos não operacionais através da venda desses resíduos. Como exemplos de materiais 100% re-utilizados nos processos produtivos, podemos citar os metais e painéis de madeira refugados. Os resíduos metálicos são re-fundidos e retornam ao processo industrial, e a sucata de madeira é utilizada como biomassa para a geração de calor nas plantas de madeira. Como exemplos de resíduos sólidos vendidos para terceiros, podemos citar o hidróxido de níquel, vendido para a indústria química e o lodo galvânico utilizado pela indústria de fertilizantes.
Aqueles materiais descartáveis são criteriosamente classificados e destinados a aterros sanitários adequados, de forma a não causar maiores impactos ambientais.
Emissões atmosféricas são reduzidas em função da instalação de filtros e lavadores de gases nas unidades. Houve também a substituição de fornos a óleo por outros mais modernos a gás natural, cuja emissão de gases é menor.
Paralelamente às ações internas voltadas para a redução de impacto ambiental, foi desenvolvida internamente uma série de produtos voltados ao uso racional da água. Dentre esses produtos encontram-se torneiras, válvulas de descarga, mictórios e vasos sanitários que utilizam menos água para limpeza. Esses produtos são amparados por uma equipe de vendas especializada em imóveis que apresentam grande fluxo de pessoas, como hospitais, shopping centers, escritórios e hotéis. Essa equipe procura quantificar, não só os benefícios ambientais, como os benefícios financeiros, proporcionados pela instalação de tais produtos.